"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

18/07/2013

dois tropeços e um amor sem fim

Havia poucos lugares ali, a plateia era pequena, e ainda assim, repleta de pequenos seres à espera de ver o sol a nascer por entre as palavras que voavam do palco. Talvez o esplendor fosse ver-te ali, como se quisesses ouvir tudo aquilo outra vez, e eu não me cansava de to repetir, como se a vontade fosse maior que todo aquele tempo que passávamos entre as linhas dos meus papéis. Pedi-te que me desejasses boa sorte, que aquele deslumbrar fosse eterno e que aquele instante não mais acabasse, e tu sorriste com a calma de dois mundos que colidem e se invadem, e disseste "gosto de ti". Eu vi nas tuas palavras a sorte de estares ali, e sorri de volta, levantei-me e olhei para ti outra vez, como quem não quer parar de olhar para quem nos faz tropeçar na calma de dois mundos em colisão. Não voltei a olhar, mas no fundo, tu sabias que era esse o meu desejo. E deixei que as palavras nos roubassem o espaço que nos separava, e vi-te ali, e soube que toda essa sorte que nos tirava o sono haveria de durar, e sorrimos de novo, como se os dois mundos colidissem e nós fizéssemos disso o sustento dos nossos corações.

3 comentários:

  1. "Talvez o esplendor fosse ver-te ali," Oh Isabel, dize-me tu, conheces afinal o amor não é?

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    1. Nunca o vi Mariana, ele esconde-se atrás das coisas mais simples que guardamos, ou talvez se esconda em tudo o que guardamos, não sei bem. Mas conhecê-lo não conheço, só o vejo em muitos rostos e em muitas palavras. Como nas tuas, doce Mariana!

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