"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

21/07/2013

Faz falta

Faz falta.
A tua voz rouca, mas firme faz falta. Cria-se saudade. As tuas mãos deixaram de me percorrer o cabelo. Deixaram de me percorrer a cara. Soluçando, por entre lágrimas, viramos costas. Rasgos de mágoa enchiam espaços vazios dentro de nós. Sem medos e sem qualquer “Adeus”, partimos; partiste.
Deves andar a correr, lá no cume, perdido, na imensidão que o céu é. Embora perdido, tens momentos de orientação, momentos onde és iluminado pelas pequenas tochas em forma de estrela.
Suposições. Tudo isto não passa de suposições que, frequentemente, crescem para diminuir qualquer agonia ou dor que as memórias trazem.
Canso-me.
A noite, já no fim, faz-me cansado. Faz-me mergulhar no sono, afogando-me.
A aurora está a chegar.
Os meus olhos quase fechados impedem-me de olhar pela janela e ver a neblina que apareceu.
Adormeço sabendo que há coisas que aparecem por entre a neblina mas tu, infelizmente, não és uma delas.

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