"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

20/07/2013

First time


Os olhos dela diziam que o queriam. Naquele instante. Sem mais nada. Apenas ele. Inteiro. Abre e fecha a porta. Rápido. Mas tranca-a. E agora sente. Sem restrições. Encosta-o à parede e uma chuva de beijos sem fim dá início. Para não terminar. Mas lentamente. Saboreando o momento. É fácil ver nos olhos dele quando ela lhe tira o fôlego. Quando o faz querer mais e esquecer-se do mundo lá fora, que ainda os rodeia. As roupas vão caindo, perdem-se pelo chão. Perdem-se dos olhares deles. Já não importam. Nada mais importa sem ser os corações a baterem em uníssono. No mesmo ritmo. A escrever a mesma história. A cama espera-os. As gargalhadas fundem-se com beijos intermináveis. Até assim, quase nus, não perdem o jeito de gozar um com o outro. Abraçados, vão retirando a roupa que falta. Até os corpos se aquecerem, neles mesmos. Quando se tornaram num só, quando tudo fez, finalmente, sentido, os seus lábios tocaram-se com a mesma urgência daquela primeira vez.

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