"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

15/07/2013

o amor não se faz como tu fazes

A doçura constante de uma vida agitada como um mar calmo numa noite de verão. Perdemos noites e noite debaixo de céus estrelados e luas cheias como se estivessem a abarrotar de todos os mistérios que ainda deveriam ser descobertos. Perdemos horas nos olhos um do outro, olhos claros em olhos escuros, pele escura em pele clara, mistérios por serem descobertos.
Não sei que te faça, nem que me faça, não sei que destino foi traçado, não sei que juras prometer, que mundos e fundos me queres dar, eu cá não aceito nada, não acredito nisso, apenas dá-me o hoje, um pouco do amanhã, um café para empurrar tudo para baixo e eu creio que consigo viver com tudo isso.
Palavras que escorrem doces como frutos exóticos mordidos, pelo pescoço,  tão pouco habituada esta a pele às alergias de uma fruta tentadora algo desconhecida, e o tempo que nem é tempo passa devagar, com uma velocidade vertiginosa, deve ser como se diz, ultrapassando a velocidade da luz, tudo parece que pára. Prazeres de corpo, prazeres de mente, prazeres de alma, tudo junto numa amálgama homogénea, tudo preso ao coração, tudo no seu devido sítio. Não proclamo mais amor, porque não sei o que isso é; proclamo mais a paixão, que é mais fácil de se fazer.

4 comentários:

  1. r: Completamente, será que eles farão algum "episódio especial" em sua honra?

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  2. "Perdemos noites e noite debaixo de céus estrelados e luas cheias como se estivessem a abarrotar de todos os mistérios que ainda deveriam ser descobertos. Perdemos horas nos olhos um do outro, olhos claros em olhos escuros, pele escura em pele clara, mistérios por serem descobertos." Está tão bonito, Sofia! Parabéns!

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  3. a tua escrita tem algo de fantástico, Sofia.

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