"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

21/07/2013

quando dois olhares se cruzam

A necessidade de escrever tem sido arrasada pelo medo de falhar. Já comecei tantas vezes este texto, mas foram todas tentativas falhadas que acabaram com folhas rasgadas espalhadas pelo chão. Eu queria que o primeiro texto aqui fosse especial, mesmo eu sabendo que a minha escrita não é nada de especial. Mas percebi que, para mim, o importante não é o significado que os outros atribuem ao texto, mas sim o que ele significa para mim. E, garanto-vos, que terá todo o significado do mundo, porque vou escrever sobre alguém especial, alguém que ficou, alguém que me ama tal e qual como sou. Ela tem uns olhos azuis que transmitem um turbilhão de emoções e um sorriso que me faz sorrir. Adoro quando basta os nossos olhares cruzarem-se para entendermos o que queremos dizer, sem serem preciso palavras. Mesmo ausente ela está presente, com ela partilho as coisas mais estapafúrdias, sei que ela está disponível vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana, e ela sabe que eu também vou lá estar sempre. E, acreditem quando vos digo que esta não sou eu a falar de cor, porque quando eu escrevo sobre ela, cada letra está carregada de amor. É um facto que já disse “amo-te” a quem não amava, ou melhor, a quem eu julgava amar. Eu sabia o que era amar a minha família, mas pensava que não sabia o que era amar um amigo ou uma amiga de verdade, ela mostrou-me que amá-la a ela era igual a amar uma irmã, pois existem discussões e amuos, existem muitos gritos e muitas lágrimas, mas no final de tudo, o que fica na memória é a forma como ultrapassamos e resolvemos tudo isso, como limpámos as lágrimas uma à outra e avançamos com um sorriso. Tê-la na minha vida é ter alguém que me entende mesmo que eu grite com ela, é ter alguém que me ama até quando eu não sou a pessoa mais correta com ela, na verdade aceitamos as imperfeições uma da outra, e é isso que torna a nossa amizade tão verdadeira. Ela sabe, e eu sei, que mesmo que nos chateemos, havemos de arranjar uma forma de solucionar o problema. Somos iguais de formas diferentes e eu gosto disso. Ela faz parte de mim. Por vezes, pensamos de forma igual, agimos de forma igual, e eu pergunto-me como é possível haver alguém que se assemelhe tanto a mim. Tenho muito orgulho nela e na nossa amizade. Sou a primeira pessoa a dizer-lhe que está errada, mas também sou a primeira pessoa a defendê-la. Até lhe podia agradecer por tudo o que tem feito por mim, mas a amizade não se agradece, ela sabe bem que é a minha “tota”. Mas para terminar com um cliché, digo-vos apenas que tenho sorte em ter a melhor amiga do mundo.

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