"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

12/09/2013

Quando o amor e o ódio andam de mãos dadas

Um dia, quando amei demais, aprendi o que era odiar alguém. Sempre ouvi dizer que o ódio era uma forma de amar, mas ouve-se dizer tanta coisa que não dei importância. Agora, quando me dizem que não posso amar alguém que odeio, ou odiar alguém que amo, digo-lhes que não sabem do que falam. Digo-lhes que “eles são eu, e não há muito tempo”. É cliché. Mas todos somos um cliché, apenas não admitimos. Não sabia que ao encontrar o amor, iria encontrar o ódio- Na minha cabeça, o amor era algo bonito, algo sincero, um conjunto de sentimentos bons – estava errada! O amor não é só coisas boas, amar alguém, por vezes, é mais descobrir que ao amar demais alguém que não me corresponde, nasce dentro de mim um ódio enorme, e logo em mim, que não sabia o que isso significava! É verdade, não sabia o que era o ódio até me apaixonar verdadeiramente por alguém. Para muitos até pode parecer estranho, mas para mim nunca esteve mais claro, eu que vivo na escuridão, encontrei a clareza neste assunto. Diziam que o amor e o ódio andam sempre juntos, nunca acreditei, mas hoje isso começa a fazer sentido e toma conta da minha alma e do meu corpo. Mas ao descobrir que o amor nem sempre era bom, acabei por também descobrir que o ódio – coisa que nunca pensei pensar, quanto mais dizer – não é sempre mau, aliás, o ódio é mais sincero do que o amor, por vezes. E agora percebo porque diziam que o amor e o ódio andam sempre juntos. Comecei o texto com o intuito de falar de ódio, para ser diferente, e aqui estou eu, a falar de amor.

Mafalda Fernandes e Lúcia Pereira

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