"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

29/09/2013

Ser chega-me

Para eles, que julgam que a infantilidade é a minha grande palavra-chave. Para esses seres que de mim pouco sabem, mas que entendidos querem parecer. Queriam eles a minha infantilidade tão madura. Queriam eles ter a capacidade de sonhar como uma criança, mas de ter os pés bem assentes na terra como um adulto resignado à sua inutilidade costuma fazer. Pelo menos, não me cinjo a críticas que de construtivas nada têm. Pelo menos, mesmo com as minhas atitudes infantis, consigo ser mais íntegra que eles, que se dizem tão maduros e sabidos da vida. Deixem-me lá rir por tudo e por nada. Deixem-me lá dizer piadas parvas e coisas sem sentido. Sou feliz assim. Sou estupidamente feliz com este sorriso estúpido na cara. Infantil e louca, não é? Sinto pena deles, que não deixam a loucura transparecer, que não se permitem a serem mais do que o que apenas são. Que se dizem felizes. Que se dizem donos disto e daquilo. Eu nada tenho. No entanto sou, e ser chega-me.

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