"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

21/11/2013

ó cidade

Perdia-me constantemente por ruas que conhecia como a palma da minha mão. Eu queria perder-me ali, queria ficar eternamente perdida nos odores daquela cidade que já tanto me tinha dado ao coração e à alma. Eu era tanto sua como ela minha. Maravilhava-me a ver o rio passar em frente aos meus olhos, até mesmo nas tardes gélidas em que as mãos quase deixavam de se sentir. Mas o cheiro a cidade, o frenesim das pessoas que passavam sempre cheias de pressa e não reparavam no encanto de cada rua tão nossa. Eles não sabiam, eles não reparavam, eles não sentiam. Eu respirava aquela cidade, eu vivia aquela cidade. Tão minha, tão nossa. Para sempre nossa.

5 comentários:

  1. «...A cidade está deserta,
    E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
    Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
    Em todo o lado essa palavra
    Repetida ao expoente da loucura!...»

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    1. Lembrei-me exactamente disso enquanto escrevia.

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  2. Tenho tantas vezes vontade de me perder. Andar por aí sem imposição. Ser, além dos outros. Um beijo Eliseia :)

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  3. Eu dantes também me perdia muito na cidade. Depois inventaram o GPS e... xD

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