"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

24/01/2014

amor às tantas

A minha mãe ensinou-me bem; o amor é algo que é conquistado com a força férrea de um coração valente. O amor não é o pulsar frágil de o bater de asas de um beija-flor no peito, não são os beijos ao de leve para poupar à pureza da alma algo mais forte que um leve roçar de lábios. Mas a minha mãe também me ensinou que o amor não deve de ser o agarra-corações, quebra-vontades que as pessoas pintam, porque o amor deve de ser algo que te faça crescer, melhorar, e não algo que te acabe por destruir - mas tudo tem o seu lado negro. A minha mãe ensinou-me que o amor não gosta de ser reconhecido, e que gosta ainda menos de ser definido por palavras; o coração sabe o que a mente não quer saber. Daí eu afirmar não saber o que é o "amor" nem como o encontrar : se o amor for apenas o corpo, o meu corpo não ama, o meu corpo deseja, e nem sempre deseja as pessoas que amo. Se for a mente, a mente não ama, a mente destrói. E ser for o medo que ama, o medo não ama nada, a não ser o facto de o medo alimentar mais medo. Então, o que é amar? Se tenho sempre medo quando "amo", e se não "amo" quando sei que "amo", que raios é o amor? Mas por vezes deixo de ter medo - quando a mente se cala - porque sei que és capaz de me mostrar o que é. E isso acalma-me.

2 comentários:

  1. Deixa que ele te acalme e deixa-te levar. Mereces que o amor te envolva.

    ResponderEliminar
  2. Que bom que tenhas alguém que seja capaz de te acalmar dessa forma e mostrar-te o verdadeiro sentido do amor. O que quer que isso seja.
    Muita sorte.

    ResponderEliminar