"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

04/01/2014

O poder de saber que se tem.

Ele sabe que me tem, ele sempre soube. Às vezes dou por mim parada no tempo a perceber como é que ele me deixa a sorrir, parada, a ler qualquer coisa que me disse ou a lembrar-me de qualquer coisa que me fez viver. "O poder que eu tenho.", escreve-me ele com um sorriso. Soubesse ele o poder que tem... Soubesse ele que foi feitiço ou magia aquilo que o ligou a mim, porque de outra forma eu não encontro razão ou lógica. O poder que ele tem. Soubesse ele...
Ele sabe que eu ainda sou a rapariga que ele conheceu à quase (quase, falta este quase só) 3 anos e meio Ele sabe que eu ainda sou essa rapariga mas que, ao longo deste tempo todo, aprendi a construir uma armadura contra desilusões e saudades eternas. Não dele, que ele também sabe que nunca me desiludiu, mas de todos aqueles e aquelas que foram passando e andando pela minha vida fora. Enquanto ele ficava. Enquanto ele fica. Ele fica sempre.
Ele sabe que me tem, ele sempre soube.

6 comentários:

  1. «Ele sabe que eu ainda sou essa rapariga mas que, ao longo deste tempo todo, aprendi a construir uma armadura contra desilusões e saudades eternas.» é tão isto :)

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    1. É sempre assim. As pessoas vão aprendendo... Nem que seja da "pior" maneira.

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  2. mágico. escrita que não dói e que flui tão bem. parabéns :)

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