"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

25/01/2014

Os loucos andam por aí.

Eles são loucos. Eles e elas. São todos loucos, esses que acreditam no amor. Esses que escrevem textos dignos de cartas de amor, ainda que às vezes sem destinatário. Idolatram e veneram o amor, invocam-lhe o nome vezes infinitas porque sabe bem, porque o amor é algo que sabe bem. Outros odeiam-no, sem nunca deixarem de o amar. Porque o amor é fatal, se for mesmo amor. E mesmo aqueles que dizem não sentir amor, mesmo aqueles que se intitulam de fortes às correntes que amor trás, a esse sentimento que prende, acabam por amar. São loucos, eu já disse. Digo sempre, mas ninguém me ouve. Não querem saber. Nunca ninguém quer saber da fatalidade do amor, esse que uma vez sentido fica para sempre. Depois de experimentar aquele sabor doce que aparece no corpo sem se saber como, ninguém mais quer saber do antes. Há-de haver amor aos amigos, amor ao cão, ao gato ou ao periquito que já nos acompanha há uns anos. Há-de haver amor à "alma gémea", amor às memórias, ao passado, ao presente e até mesmo um ligeiro travo de amor ao futuro. Uma vez sentido, há-de sempre haver amor.
São loucos, eu bem digo que são loucos, esses que acreditam no amor, mas ninguém me ouve. Ninguém liga às palavras de mais uma louca perdida em textos dignos de cartas de amor. 

2 comentários:

  1. «Ninguém liga às palavras de mais uma louca perdida em textos dignos de cartas de amor.» , eu ligo. Ligo e digo-te: somos as duas loucas, Eliseia, e olha, é tão bom, isto de ser louca...

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  2. Ola votarei a postar no meu blog e gostaria mt q fosse la e comentasse na primeira postagem o que acho que devo falar no blog.
    Lindo texto o seu :)

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