"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

25/01/2014

(Tudo ao contrário?)

Olho para as minhas mãos e vejo que as minhas unhas diminuíram consideravelmente. Claro, voltei a roê-las. A isso se chama não controlar o sistema nervoso. A isso se chama ter tempo a mais para que os meus pensamentos se virem para o mesmo, para o que mais me dói. Ultimamente passo o tempo à espera que o tempo passe. À espera que a tua decisão seja tão indecisa que te faça voltar atrás. Voltar para o mais perto que conseguires do meu abraço. Espera. Este é apenas o meu coração a falar, não leves a sério. São os sinais que o meu corpo me faculta que me faz ver que me encontro num sofrimento nunca antes presenciado. Não por mim. Nunca estive onde hoje estou. Nunca senti o que hoje sinto. Sabes isso. Eu sei isso. E é por isso que temos que mudar. Dar uma volta de alguns graus matemáticos com o auxílio do transferidor e do compasso. De todos os instrumentos de medição que encontrarmos pelo caminho.
O meu coração fala mas a minha razão fala mais alto, pelo menos nos (poucos) momentos em que me permito ouvi-la com atenção. Tu mereces sair de perto de mim. Sair ficando. Porque te quero por perto na mesma intensidade. Por isso, mantém-te - mantém a tua decisão - mesmo que eu te diga que não podes. Mantém a decisão que tomaste, que tomámos. Mesmo que eu diga que não quero e que eu faça birra como as crianças de três anos que vemos na rua. Mesmo que eu queira voltar atrás, sê mais forte que eu. Ou não, sabes? "Isto que disseste é tudo ao contrário?", talvez seja. Deixo ao teu critério porque o meu não tem julgado bem nada. 

2 comentários: