"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

20/02/2014

Prazer

Ele sofria as consequências de uma separação que o entupiam de sentimentos sem validade, dado o rompimento de um dos intervenientes. Negava. Não reconhecia aquilo que acabara de acontecer, nem do que estava a sentir. A incredulidade, invadia-lhe os caminhos da alma que o levaram a confrontar-se com o abismo instantâneo e com a sensação de perda, colocando-o imóvel, dada a ausência de um corpo irreversível nas suas decisões agora inquestionáveis, e que se opunha àquele corpo prostrado, comido e corrompido, abandonado e desnorteado. Vestígios de raiva apoderavam-se da destruição que se afigurava. Porém aquele estado, consumia por dentro, quem estava a afagar-lhe o cabelo, ao mesmo tempo que a violava por fora. Despertava erupções ardentes nos contornos mais sinuosos do corpo de quem prestava auxílio a quem desesperado estava. Dava-lhe gozo. Mais ainda prazer. Prazer em consolar alguém. Seja de que forma de prazer se fale. 
Este autor escreve em www.oburguessocial.blogspot.pt

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