"A vida são dois dias
Um serve para escrever o melhor texto do Mundo.
O outro para morrer a lê-lo."

07/04/2014

Um dia foi pouco, foi muito pouco.

É tão estranho quando tu voltas… Quando recebo uma mensagem de um número que não conheço, apenas com o meu nome, sei que és tu. Sei que és tu que voltaste para me aconchegar de novo e deixar o coração quente. E eu não sei dizer que não, mesmo que saiba que o teu regresso vem com uma partida novamente programada para breve. E desta vez foi tão breve que eu não tive tempo para deixar o coração morno sequer. E está a doer. Está a magoar.
Nunca te perdoo quando vais, mesmo sabendo que os motivos que te levam a ir são mais fortes que tudo o que te pudesse fazer ficar, inclusive eu. Mas assim que volto a receber aquela mensagem tão simples, mas tão tua, esqueço-me da tua partida e faço por esquecer o quanto custou. Voltamos a ser só nós e a nossa amizade diferente. Diferente por aquilo que és para mim. Diferente por tudo o que me significas. Diferente por todas as vezes que me apeteceu bater-te e em vez disso dei-te conforto e segurança.
Nunca me vou esquecer do que me disseste: “Foste das poucas raparigas por quem já chorei e por quem já sorri.”
Gosto mesmo de ti. E não te perdoo a tua partida tão repentina. (Até voltares.)

2 comentários:

  1. Leio-te como se a vida escrita fosse a minha vida real...

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    1. Desde que a partida seja sempre tolerável.

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